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Thursday, September 16, 2021

Bolsonaro critica possível nova demarcação de terras indígenas, que está em discussão no STF

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A possível nova demarcação de terras indígenas, em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF), pode ser “o fim do agronegócio”, disse neste sábado o presidente Jair Bolsonaro ao receber a Medalha do Mérito Farroupilha durante a 44ª Expointer, em Esteio (RS). Com um leve sorriso, insinuou dúvidas quanto ao cumprimento da decisão da corte nesse tema.

Discursando para produtores rurais, disse que o governo tem um problema à frente que precisa ser resolvido. “O Supremo volta a discutir uma data diferente daquela fixada há pouco tempo, conhecida como marco temporal”, disse. “Se a proposta do ministro [Edson] Fachin vingar, teremos que… – ou melhor, será proposto – a demarcação de novas áreas indígenas que equivalem a uma região Sudeste toda.” E concluiu: “Ou seja, é o fim do agronegócio, simplesmente isso.”

Bolsonaro repetiu que, em 2020, o governo não apoiou medidas de lockdown por entender que as pessoas precisavam trabalhar. Foi aplaudido. Em seguida, acrescentou que governadores e prefeitos tomaram suas decisões na ponta.

— Foto: Alan Santos/PR/Arquivo

“Temos uma Constituição que deve ser respeitada a qualquer custo, em especial os incisos do artigo 5º”, disse. São os que falam de temas como liberdade de trabalhar, do direito de ir e vir, de cultos religiosos, exemplificou.

A pandemia, avaliou ele, despertou na população o interesse pela política. “Vivemos ainda momento um pouco conturbado, mas coisas já começaram a se ajustar”, comentou. “Não é dizer que um ou outro Poder saiu vitorioso; a vitória tem de ser do povo brasileiro.”

O presidente afirmou estar fazendo “o possível” pelo país. “Acima de todos nós, acima dos três Poderes, está o destino desta grande Nação.”

Ao mencionar os eventos no dia 7 de setembro, Bolsonaro comentou que muitos poderiam achar que aquele era um momento de glória para ele. “Fui apenas um na multidão”, afirmou. E disse que, ao discursar em duas ocasiões naquele dia, pode sentir os motivos pelos quais o povo foi para a rua: não aceitar retrocesso, não deixar de lado a “luta pela liberdade”.

“Não conseguimos fazer as coisas na velocidade que querem”, lamentou, sem especificar do que se tratava. “Temos três Poderes que têm de ser respeitados.”

Bolsonaro abriu seu discurso afirmando que vida de presidente não é fácil e que trocaria o cargo com quem quisesse. No entanto, entende estar cumprindo uma missão dada por Deus. “Acompanhamos a transformação das cores nesse país”, comentou. “Cada vez mais, verde amarelo toma conta do país.”

A condição de “ungido” havia sido ressaltada pelo ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, em seu discurso inicial. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, também participou do evento. Ela agradeceu a Bolsonaro por “fazer a coisa certa”, criando condições para que o trabalhador rural tenha crédito, confiança, segurança jurídica. “O agro tem respondido”, comemorou.

[Fonte Original]

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